Julian Assange, criador do WikiLeaks, o site que desnudou os segredos da diplomacia, se apresentou à Justiça inglesa, foi ouvido por juiz e saiu da corte para a prisão, onde ficará pelo menos até terça. Procurado pela polícia internacional desde o dia 20, ele tentou obter liberdade, mas teve a petição negada.
A prisão atende a um pedido de extradição do australiano emitido pela Suécia. Assange é acusado de estuprar uma mulher em Estocolmo e de obrigar outra a manter relação sexual sem proteção. Ele admite que não usou preservativo, mas nega as outras acusações.
Segundo o fundador do WikiLeaks, o Processo terá cunho político e é uma tentativa de intimidação motivada pela divulgação de documentos secretos da diplomacia norte-americana. A promotora sueca nega influência política. Robert Gates, secretário de Defesa dos EUA, classificou a prisão de “boa notícia”.
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