O enfraquecimento político alegado por Renan Calheiros a Lula da Silva, por falta de apoio objetivo da base aliada e em particular da bancada petista, ficou comprovado na sessão plenária da tarde de hoje quando apenas dois oradores intervieram em seu favor. Foram os senadores peemedebistas Wellington Salgado (MG) e Almeida Lima (SE) as vozes isoladas.
Do outro lado, a oposição se tornou mais aguerrida como se respondesse às agressões sofridas no dia anterior. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, que se mostrou simpático a Renan no início do processo encaminhado á Comissão de Ética, recompôs-se chegando a ameaçar obstruir os trabalhos do Senado se continuarem as “manobras protelatórias”, interferindo nas investigações dos documentos probatórios da defesa. Referiu-se às artimanhas de Almeida Lima, querendo o adiamento da ação da Polícia Federal.
Um dos relatores do processo de Renan, o senador capixaba Renato Casagrande, que integra a base aliada do governo, disse que há mais de 40 dias o Senado Federal não consegue dar início às investigações sobre o presidente da Casa. “Se entrarmos no recesso parlamentar sem encaminharmos a perícia, teremos dificuldades para expor isso à sociedade brasileira”, enfatizou.
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