Graças a uma atitude firme do chanceler Celso Amorim, o governo brasileiro desarmou mais uma arapuca que o bolivariano Evo Morales preparava contra os interesses do País. Na quarta-feira passada, o chanceler boliviano David Choquehuanca e o embaixador plenipotenciário para Assuntos Comerciais, Pablo Sólon, convocaram a imprensa para revelar os termos de uma interpelação que o governo Evo Morales estava fazendo ao Brasil. Tratava-se de uma baixaria diplomática, uma vez que os termos da carta estavam sendo revelados antes que esta chegasse ao Itamaraty. Nela, o governo boliviano manifestava-se “contrariado” com a concessão de licenças ambientais para a construção das duas usinas no Rio Madeira e lamentava que o Brasil tivesse tomado a decisão “sem ter realizado análises de impactos ambientais, sociais e econômicos que levem em conta o afluente do Rio Madeira em território boliviano”.
(Editorial do Estadão)
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