O risco de haver racionamento de energia em 2011 é de 32%, de acordo com investidores privados do setor. O cálculo supõe que a economia cresça a um ritmo de 4,8% ao ano e haja atrasos na construção de novas usinas ou no aumento do fornecimento de gás natural para termelétricas.Se não houver atrasos, esse percentual diminui um pouco, para 28%. Ainda assim, muito superior ao risco oficial tolerável, de 5%.
Os cálculos foram feitos pela consultoria PSR a pedido do Instituto Acende Brasil, que representa investidores privados no setor.Com esses números, os investidores privados em energia já sugerem que o governo comece a pensar em regras para um eventual racionamento.
“O governo precisa dar transparência ao assunto. E desde já regulamentar como seria uma
situação de racionamento”, disse Cláudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil. O último racionamento de energia aconteceu entre junho de 2001 e fevereiro de 2002.
Humberto Medina, jornalista (Folha de São Paulo)
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