Banda podre
“O governador Sérgio Cabral Filho pediu e o presidente Lula aceitou manter 75% da Força Nacional de Segurança no policiamento ostensivo do Rio de Janeiro, apostando, assim, na manutenção do clima de relativa paz ocorrido no período do Pan-americano. Faltou, porém, as autoridades darem atenção a um assunto que é de conhecimento geral na cidade: a ação de policiais durante os jogos, com achaques a turistas e completa indiferença à livre atuação dos cambistas perto dos estádios. Por 15 dias, o tráfico se encolheu – não sabemos se por causa da Força Nacional ou se por iniciativa própria ou até por conta de algum tipo de acordo tácito. Mas, seja como for, houve uma trégua que, no entanto, cedeu lugar à sórdida, porém ignorada, exibição do grau de contaminação da polícia pelos crimes de extorsão e corrupção”.
Dora Kramer, jornalista
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