Fim do carnaval sindical
São raríssimas as boas notícias do Congresso Nacional. Uma veio recentemente, no meio de outras tradicionais, como a de que os deputados federais passarão a contar com banheiras de hidromassagem em seus apartamentos “funcionais” e a de que os senadores decidiram manter em segredo o destino que dão aos R$ 15 mil que recebem mensalmente a título de “verba indenizatória”.A boa nova veio em manchetes do tipo Câmara acaba com imposto sindical, que trataram de emenda do deputado Augusto Carvalho (PPS-DF) incluída no projeto que institucionaliza as centrais sindicais de trabalhadores, aprovado recentemente pela Casa. Essa emenda estabelece como facultativa a tal “Contribuição Sindical”, que hoje os trabalhadores formais recolhem obrigatória e anualmente a seus sindicatos, na forma de um imposto.Imediatamente após a notícia, começou “o que é isso, companheiro?” por parte de “lideranças” sindicais que perderiam o butim bilionário.
Roberto Macedo, economista (USP) e doutor pela Universidade Harvard
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