Recriada por Chico com o título Minha história, seria vetada ”por ser incompatível com o respeito que se deve às convicções religiosas existentes no país”, como está escrito ao lado da letra enviada para a Censura, hoje constante do Arquivo Nacional.
O parecerista acreditava, com o veto, defender os valores morais da dita ”Revolução” brasileira. Minha história acabou liberada e foi lançada também em compacto simples, ficando por várias semanas entre os dez mais vendidos.
O compositor, que se tornaria conhecido pela valorização do feminino em sua obra, passa a sofrer um outro olhar por parte dos censores quando é vetada a canção Bolsa de amores.
E o texto de sua proibição voltava a mencionar a versão de Gesubambino: ”O autor parece, de uns tempos para cá, estar muito preocupado em denegrir a reputação de todas as mulheres, vide uma de suas últimas composições, Minha história, que relata a vida de um homem, filho de uma prostituta”.
Foi a partir dessa época, por causa de episódios como esse, que a Censura tornou-se um fator estrutural no procedimento de criação do compositor, como ele mesmo reconheceria em entrevistas posteriores.
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