“Apesar de ter sido ditador que fazia todo jogo do Poder para se manter nele, Getulio não concretizou nenhuma palavra que lembrasse seu nome. Nem “varguismo”, “getulismo” ou coisa parecida. Quando tentou continuar como ditador em 1945, Hugo Borghi lançou o “queremos Getulio”, que depois se transformaria em “queremismo”. Nada a ver com o nome ou sobrenome do ditador cruel, sem nenhum espírito público ou respeito ao povo.
Agora, pode estar surgindo o “lulismo”. Se não se deixar dominar pela arrogância, pela prepotência, pela certeza de que é insubstituível em todos os sentidos da palavra, está ou estará a caminho da concretização de um período. Que constitucionalmente é de oito anos. Mas ninguém sabe até onde irá”.
Hélio Fernandes, jornalista
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