Como pode a Democracia conviver com o analfabetismo, macas em corredores de hospitais e a privação da cidadania em ir e vir nas ruas por falta de segurança pública?
A minha resposta é que é difícil, quase impossível, mas já atravessamos situações piores, muita repressão policial e falta de liberdade de expressão e de imprensa.
Aprofundando o estudo sociológico do Brasil nos anos do regime militar viveu, com a clarinada de uma propaganda intensiva, vemos que a oposição parlamentar existia, apesar da censura e a espada de Dâmocles ameaçando cassações.
Víamos também a oposição cidadã e popular queimando como fogo de monturo alimentado pela chama da liberdade e o desejo de escolher dos governantes pelo voto universal, direto e secreto.
Tirando a desconfiança nas urnas eletrônicas, temos hoje eleições livres, sendo mais fácil derrotar um governo do que abrir um sistema ditatorial com passeatas e pichamentos subversivos. É inegável que podemos fazer uma oposição aberta tendo como bandeira a luta contra a corrupção e a impunidade institucional.
Falta pouca coisa para derrotarmos o sistema dominante com nosso ideal patriótico. Entre as carências, lamentamos a ausência de líderes capazes de sensibilizar as massas emaconhadas com as bolsas-esmolas e magnetizadas pela propaganda enganosa do PT-governo.
“Jornalistas e jornaleiros”, ou seja, a opinião pública, falam dos escorchantes impostos e das maracutaias nas altas esferas do poder. Essas denúncias deveriam agitar os oposicionistas em campanha pela conquista do voto popular.
É evidente que qualquer ocupante da Presidência, por mais medíocre que seja, tem um fantástico handicap sobre os opositores. Sendo do PT, então é muito pior, pois se trata de um partido que usa sem pudor a amoralidade no seu projeto de poder.
Com a ideologia dois pelegos, o lulo-petismo não se acanha de corromper, deteriorar o aparelho de Estado, praticar o clientelismo coronelesco e empregar uma propaganda maciça contrariando os princípios éticos e morais.
Seu projeto, os “20 anos de poder petista” já cumpriu mais da metade do cronograma estabelecido pelo aparelhamento da administração pública, controlando as empresas estatais e servindo-se da subserviência do Poder Legislativo.
A nossa sorte é que a autoridade do PT-governo se degenera pela incompetência administrativa e a sofreguidão do enriquecimento pela usurpação do patrimônio nacional. Sua confiança na impunidade, porém, está ameaçada por que há juízes em Brasília…
Depois que o STF, por 6 votos contra 5 no plenário, reconheceu a competência do CNJ para apurar quebra dos deveres funcionais dos juízes, a impunidade sofreu um duro golpe no sistema jurisdicional. E tal vigilância não ficará limitada ao Poder Judiciário, passando ao largo dos outros dois poderes.
Aguardamos agora a punição dos desvios e dos atos criminosos no Executivo, que, descobertos esquemas de corrupção substituem um ministro suspeito de corrupção por outro da mesma laia.
Agora temos caso recente da Casa da Moeda – imoralíssimo – que deixaria o ministro Mantega na porta de saída do ministério, se tivéssemos um governo honesto. Ele escondeu propinas, lavagem de dinheiro e corrupção explícitas, sabedor dessas falcatruas desde agosto do ano passado.
Mantega, porém, é blindado pelos sete lados. Até pela oposição tucana… Mas no caso da Casa da Moeda, a responsabilidade é dele. Exclusivamente dele. Responsável por assaltos que poderiam ajudar a acabar com o analfabetismo, atender a Saúde Pública e dar ao povo a segurança que o povo merece.
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