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Artigo da 2ª feira pra O Jornal de Hoje (Natal/RN)

ONGs malditas ocupam atrevidamente a Amazônia

MIRANDA SÁ (e-mail: mirandasa@uol.com.br)

Se for possível encontrar algum simbolismo nas ONGs, ainda não roubado pelos seus donos, podemos apontar como alegoria simbólica o “camarada” João Dias Ferreira, um PM de Brasília que enquanto militava no PC do B, ficou milionário controlando uma ONG parceira do Ministério do Esporte.

Esse João Dias foi um bom companheiro até que resolveu não pagar o dízimo para o ministro Orlando Silva em nome do partido. Punido com o corte das generosas verbas, Dias denunciou as fraudes que se multiplicavam na Pasta dos pecedobistas, e acusou de corrupção o Ministro e o antecessor, Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal.

Orlando Silva caiu, esborrachando-se no chão como uma jaca madura, e Agnelo, que uns chamam ONGNELO e outros AGNULO, é investigado pelo Ministério Público e a Polícia Federal. João Dias perdeu a qualidade de bom militante do neo-comunismo pecedobista, e tornou-se o modelo dos ongueiros do lulo-petismo.

As ONGs malditas não apenas enriquecem os seus donos. Elas são (pasmem!) 276 mil no Brasil e se tornaram um poder paralelo consentido na Amazônia com as 100 mil existentes na região. Das amazonenses, apenas 320 estão cadastradas pelo governo federal.

Segundo informações de fontes seguras, existiam 22 mil dessas tais “organizações” em 2002, e, com a multiplicação delas, houve um aumento de 1.185% em 2006; sendo que 29 mil delas recebem recursos federais. Esses dados numerais podem ser encontrados no site do Siaf (Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro).

Não sendo divulgado como devia, temos um toque de alerta do general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-chefe do Comando Militar da Amazônia, encontrado na Rede Social através de entrevista dada à repórter Márcia Brasil, do jornal carioca O Dia.

O general Lessa denunciou a existência de um ‘Estado paralelo’ na Região Norte do País, dominado informalmente por ONGs que controlam a entrada e a saída de pessoas na Amazônia, sem a chancela do governo brasileiro.

O oficial, que foi presidente do Clube Militar após ir para a reserva, não tem papas na língua. Respondendo à pergunta de Márcia Brasil, “Qual o principal problema da Amazônia hoje?”, respondeu:

– “É o vazio de poder motivado pela ausência do Estado. O Estado brasileiro não se faz presente na Amazônia. Naquela área enorme, as fronteiras são muito permeáveis, e o dispositivo militar que existe nas fronteiras é fraco — de vigilância, apenas. A Polícia Federal na área é muito fraca, e o Estado não se faz presente na suas funções básicas, como promover educação, saúde, e políticas de desenvolvimento sustentável. Como o Estado está ausente, outros assumem o poder do Estado. E quem quer tomar esse poder? As ONGs. E querem já há muito tempo”.

Adiante, o general Lessa comenta que essas ONGs malditas dominam fisicamente vastos territórios, como um Estado paralelo. “Tem parte da Amazônia que você só entra se a ONG deixar. Eu só entrei em algumas áreas controladas por ONGs fardado. Parte dessas terras elas compraram, parte elas controlam a população, particularmente os índios. E controlam até o fluxo nos rios. O Rio Negro é um exemplo. Nem como turista você entra nessas áreas. Não entra!”, afirma o General.

O pior de tudo isso é que nas reservas indígenas, pelas regras da FUNAI, o não-índio não pode entrar em terras indígenas. Mas estão cheias de estrangeiros, a título de pesquisadores…

Respeitável como intelectual e patriota, o general Lessa faz um alerta que deveria ser levado em consideração pela Presidência da República e o Ministério da Defesa, ao dizer que a Amazônia é uma área ainda hoje praticamente fora de controle; onde pode entrar de tudo e que aumentou muito pelos rios o tráfico de drogas terrestre e fluvial.

Ao que se vê, é chegada a hora de uma mobilização nacional em defesa da Amazônia ou, melhor dito, em defesa da Soberania Nacional. Que seja uma mobilização popular, porque o governo Lula Rousseff me parece comprometido com as ONGs malditas.

Miranda Sá

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