O Conde do Canteiro de Obras
“Há duas semanas, um relutante Lula formalizou o convite a Conde, apesar das objeções da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do titular interino de Minas e Energia, Nelson Hubner. À saída da audiência, o ex-prefeito alegou ter sido escolhido porque o presidente não desejaria um “eletricista” em Furnas, mas um administrador. Já o ministro Mares Guia prefere perguntar, retoricamente: “Então um homem que já foi prefeito do Rio não tem competência para ser presidente de Furnas?” Pode ter, ou não – mas a questão é outra. Trata-se, antes de qualquer coisa, da primazia que o tortuoso, infindável processo de nomeações acaba tendo na agenda presidencial, em detrimento das exigências da governança propriamente dita. Lula prometeu que, ao retornar de sua última viagem, transformaria o País num “canteiro de obras”. Mas, desde que chegou, o que o absorve é o canteiro de obras políticas destinadas a aplacar os apetites conflitantes dos aliados”.
(Agência Estado)
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