Quase uma década após o início da distribuição da pílula do dia seguinte no SUS, o acesso ao contraceptivo de emergência é precário. Além da escassez, as unidades de saúde exigem receita para liberar a droga, que só previne a gravidez se ingerida até 72 horas após o ato sexual.
Muitas vezes, porém, não há médico para fazer a prescrição e uma consulta com um ginecologista pode demorar até dois meses. Nas farmácias, as mulheres conseguem comprar o medicamento sem receita, o que é ilegal, por preços que variam de R$9 aR$ 23.
Segundo especialistas, a exigência amplia desigualdades no acesso à pílula. Para as adolescentes, a dificuldade é maior. Embora o Ministério da Saúde garanta o direito ao sigilo, muitos postos exigem a presença de pais ou responsáveis para liberar a droga. (Folha de S. Paulo)
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