Passados apenas dois anos da maior crise do Senado, a dos atos secretos para nomear parentes, pelo menos 25 dos 81 senadores persistem no hábito do empreguismo. Nos gabinetes de Brasília ou em seus estados de origem, os senadores abrigam funcionários-fantasmas – estudantes que moram fora do país, e médicos e advogados que passam o dia exercendo sua profissão longe da casa, como mostra o levantamento feito por Chico de Gois e Roberto Maltchik. Outro grupo de funcionários inclui denunciados pelo Ministério Público e políticos cassados por compra de votos. No gabinete do senador Agripino Maia (DEM-RN), “trabalhava” até a semana passada uma estudante de Medicina que desde agosto de 2011 faz estágio na Espanha. A jovem é sobrinha do deputado João Maia (PR-RN) e do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, demitido na crise dos atos secretos. O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), emprega em seu escritório regional uma fisioterapeuta que também dá expediente de 40 horas semanais em clínicas. (O Globo)
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