HISTÓRIA (CPMF)
Ao longo de dez anos, a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) injetou R$ 102 bilhões no Orçamento da União, especificamente para a saúde. Mas todo esse dinheiro, equivalente a 88% das fontes de recursos do setor, produziu poucos efeitos. Ainda hoje, 13 milhões de hipertensos e 4,5% milhões de diabéticos não têm acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que 25% dos portadores de tuberculose, malária e hanseníase estejam sem tratamento. Dez milhões de obesos não são atendidos de forma adequada no sistema público. Na fila das próteses há 1 milhão de pessoas. Marcos Bosi Ferraz, da Universidade Federal de São Paulo, diz que o problema com o imposto do cheque é que foi usado para tapar buraco com a perda de outras formas de financiamento.
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