FUNDOS DE PENSÃO
A decisão de injetar R$ 600 milhões dos fundos de pensão da Caixa Econômica Federal (Fundef) e da Petrobras (Petros) na empresa que vai construir e administrar a usina de Santo Antônio, no Rio Madeira (Rondônia), pode fazer com que a participação estatal na hidrelétrica suba para 69%, bem acima do teto de 49% fixado no edital para a realização da obra. Isso só é possível porque as instituições, apesar de patrocinadas por empresas estatais, são consideradas privadas, já que o dinheiro é dos funcionários. O consórcio que venceu o leilão do Rio Madeira já tinha duas estatais, a federal Furnas (39%) e a mineira Cemig (10%). Elas são sócias no grupo que venceu o leilão, que ainda tem a Odebrecht (18,6%), a Andrade Gutierrez (12,4%) e fundos dos bancos Santander e Banif (20%). Uma nova empresa, que terá ações em Bolsa, será formada para fazer a obra.
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