ECONOMIA
A inflação e o lucro dos bancos
A correção semestral do FGTS ficou 1,2 por cento menor do que o índice inflacionário. Neste caso, a diferença fica com a Caixa Econômica Federal. Grande diferença inclusive, pois o saldo das contas dos trabalhadores está em torno de 190 bilhões de reais. Mas nos outros casos, as diferenças ficam com quem? Têm que ficar com alguém. Pois no mundo contábil não existe – em hipótese alguma – débito sem crédito e vice-versa. Assim, se todas as aplicações recuaram relativamente no semestre, alguns, no caso os bancos, lucraram absorvendo as diferenças entre os números.
Lucraram muitíssimo. Aliás como sempre. A renda se concentrou ainda mais.
Pedro do Coutto, jornalista
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