VARIG/VARIGLOG
Jogo de faz-de-conta
O criticável, no caso Varig, foi a demasia da intervenção do Estado na recuperação de uma empresa privada. Tanto no âmbito do Poder Judiciário como no do Executivo, o empenho na ‘salvação’ da viciada companhia de aviação rio-grandense foi além do recomendável. A sobrevivência de qualquer empresa privada deve decorrer unicamente de sua capacidade de se sair melhor do que a concorrência. A intervenção do Estado para resgatar da derrocada qualquer empreendimento particular deve ser sempre excepcional. Nesta hora, nenhum ‘jogo de faz-de-conta que a lei é um pouco diferente’ contribui para o fortalecimento de nossa economia.
Fábio Ulhoa Coelho, jurista
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