Na sua respeitável trajetória na literatura e no jornalismo, Prudente de Morais Neto dedicou parte da sua vida à Associação Brasileira de Imprensa, de que foi presidente. Como outros colegas frequentadores da Casa do Jornalista, gostava muito de ouvi-lo, e dele gravei algumas tiradas antológicas.
Uma delas foi quando ele disse que atribuía a pobreza do romance brasileiro à escassez de material romanceável… lembrei-me disto observando a realidade no campo político e vejo que vivemos um período carente de estadistas.
Não é só no Brasil. Olhem no entorno e não encontrarão um só dirigente que mereça admiração e reverência no concerto das nações como antigamente. Não é por acaso que o presidente norte-coreano Kim Jong-un ocupa uma posição de destaque na diplomacia mundial.
Yes, nós temos bananas. Vejo que no Brasil semelhanças com o que ocorre lá fora, e cá também não encontro, com raríssimas exceções, personalidades respeitáveis no campo da política.
Após 14 anos de PT-governo, com o corrupto Lula da Silva preso e seu “poste” nº 1, Dilma Rousseff, ainda não condenada por preguiça ou distração da deusa Minerva, ficaram os restos em decomposição de ex-ministros, ex-diretores de estatais, e arrivistas da hierarquia partidária.
Na outra margem, encontramos políticos que mesmo fingindo fazer oposição à ladroeira lulopetista, se espelham no populismo demagógico e estão em grande parte envolvidos nos esquemas de corrupção montados pelos picaretas do Congresso Nacional em aliança com o bloco PT-MDB.
Como atravessamos uma campanha eleitoral que registra uma inegável insatisfação popular e como reflexo da falta de autoridade, vemos o surgimento de novas lideranças lutando pela mudança.
Sem adotar uma organização partidária nem ter uma definição ideológica, a maioria do povo brasileiro segue para as urnas pensando apenas em se libertar, pelo voto, da organização criminosa lulopetista que quase levou o país ao caos; mas não é fácil derrubar o sistema que mantém enrustidos milhões de dólares originários de propinas.
Na sua delação premiada feita à Polícia Federal, são estarrecedoras as revelações do ex-ministro petista Antônio Palocci. E muito mais do que a prática criminosa do assalto ao Erário, tivemos as medidas legislativas fraudulentas, o aparelhamento no governo, das escolas às Forças Armadas; do funcionalismo ao Poder Judiciário; das polícias militares ao Itamaraty…
Por isso, é difícil enfrentar a organização criminosa que ainda se mantém sustentada por fanáticos e mercenários que ocupam cargos públicos, redações midiáticas, reitorias, agências de propaganda e institutos de pesquisa.
Não é por acaso que o ideólogo narcopopulista Zé Dirceu, condenado por corrupção, mas solto pela fração petista do STF capitaneada pelas figuras sinistras de Gilmar, Lewandowsky e Tofolli, diz, alto bom som, que “é uma questão de tempo para o PT tomar o poder”. Este meliante é o exemplo do terrorismo político que ameaça o Brasil.
Contra a conspiração do fascismo bolivariano, urge uma mobilização nacional para derrota-lo nas urnas. Da minha parte, assumo uma posição que não é oportunista nem tempestuosa, pois analisei a atuação de Álvaro Dias e acompanhei as propostas de João Amoedo; até considerei os nomes de Alckmin e Meirelles…
Fiquei plenamente consciente de que nenhum destes candidatos tem condição de enfrentar a manada conduzida de dentro da cadeia por Lula da Silva, chefão da ORCRIM; assim, conclui que pelo inegável apoio popular que conquistou, somente Bolsonaro é capaz disto. E lhe darei meu voto consciente.
Respeito os que assumem uma posição diferente da minha, porque como ensinou Bérgson, “se consciência significa memória e antecipação, é porque consciência é sinônimo de escolha”. Encareço, porém, que exercitem a inteligência para encontrar outra maneira de derrotar a ameaça totalitária dos zumbis bolivarianos.
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