A volta da febre amarela às cidades brasileiras, e aparecendo justamente na capital do país, nos joga de volta à primeira metade do século passado. Erradicada nos centros urbanos desde 1942, a volta da febre amarela reflete as péssimas condições de vida nas periferias das grandes cidades. Esgoto a céu aberto, água parada, moradias absolutamente inadequadas, populações empilhadas em condições subumanas, saúde pública em situação de calamidade, descuido das autoridades.
Resultado mais do que previsível: proliferação do mosquito aedes aegypti, a dengue tornando-se crônica e, agora, febre amarela!Se o surto não for contido e atingir as periferias de São Paulo e as comunidades carentes do Rio de Janeiro, será uma hecatombe. O único remédio é a prevenção, isto é, vacinação em massa da população brasileira. Com as férias de verão, e brasileiros fazendo turismo interno, já-já a febre amarela se espalha. Mesmo quem não estiver nas áreas atingidas deve procurar postos de saúde para se vacinar. A vacina dura dez anos, não dói nada e imuniza contra a febre amarela.
Fonte: Lúcia Hippólito
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