“A politização da tragédia do acidente do Airbus da TAM está no ar. Contaminou governo e oposição. Desde o “top, top, top” de Marco Aurélio Garcia até o desastrado deputado federal Efraim Filho (DEM). O governo torce freneticamente para que as investigações concluam pela irrelevância da pista de Congonhas no acidente. Daí Marco Aurélio ter comemorado de maneira efusiva ao saber do defeito num equipamento do avião (o sistema de reversão da turbina direita).
Da mesma forma, o político paraibano Efraim Filho foi comissionado pelo Democratas para faturar em Washington. Advogado de 28 anos acompanhou a abertura da caixa-preta – mesmo sendo neófito em assuntos aeronáuticos. Sem cerimônia, apresentou uma conclusão peremptória sem base científica: o piloto da TAM não tentou arremeter. Quis frear e a pista escorregadia não teria permitido. Efraim Filho acabou recuando. Mas ficou o estigma. Ao escalar o rapaz para função tão relevante, o Democratas, nesse episódio, parece ter dado o pior de si. Em público, lulistas e oposicionistas fingem consternação.
Fernando Rodrigues, jornalista
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