O PSDB anunciou, ontem, após longo impasse, a indicação do senador tucano Álvaro Dias (PR) para vice na chapa de José Serra à Presidência, ainda sob o impacto da pesquisa CNI/Ibope que mostrou a candidatura do partido em queda. Dirigentes do PSDB consideram a indicação de Dias “irreversível”, apesar de o principal aliado dos tucanos, o DEM, recusar a chapa puro-sangue e insistir em ocupar o posto – Rodrigo Maia, presidente do DEM, disse que os tucanos têm até o dia 30, data da convenção dos democratas, para mudar de ideia. Já o PPS e o PTB aprovaram a decisão. A escolha tucana foi uma solução política para evitar que um curto-circuito no Paraná ameace sua liderança na única região em que bate a petista Dilma Rousseff. Com isso, o PSDB abandonou a possibilidade de escalar Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, que seria uma novidade de apelo popular.
Maior partido da aliança em torno de José Serra, o DEM se rebelou contra a indicação do tucano Álvaro Dias como vice. “Entendemos que, se não for o Aécio [Neves], o vice é nosso”, afirmou o presidente do partido, Rodrigo Maia. A escolha de Serra pretendia desmontar o palanque que Dilma Rousseff tenta montar no Paraná com Osmar Dias para o governo.
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