Na véspera de seu julgamento, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou demonstrar tranqüilidade e assegurou, em rápida conversa com jornalistas, que renunciar ao cargo ou licenciar-se dele não está em seus planos.
Ao chegar ao Congresso, pouco antes do meio-dia, ele repetiu o comportamento dos últimos dias e descartou a hipótese de deixar o posto.“Qualquer coisa que diga respeito a licença ou renúncia não faz parte da minha personalidade”, afirmou ele, ressaltando que vem há mais de cem dias lutando para provar a inocência “com sofrimento e com a exposição da família”. Segundo ele, abrir mão do cargo seria “um desrespeito ao Brasil e ao Senado”. “Por isso, não tem sentido, absolutamente nenhum sentido que agora se faça isso (renúncia ou licença).”
Caso renuncie ou peça licença da presidência, o primeiro vice-presidente, Tião Viana (PT-AC), terá cinco sessões para convocar nova eleição. Depois de chegar ao Senado, Renan trancou-se em seu gabinete e só saiu de lá para presidir a sessão em homenagem ao Círio de Nazaré, no início da tarde. O evento serviu para mais uma ofensiva em busca de apoio contra a cassação no julgamento de hoje.
Fonte: O Estadão
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