“A catástrofe de Congonhas, ao escancarar as relações incestuosas entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as companhias aéreas cuja atuação ela deveria fiscalizar, mudou os termos do debate sobre um projeto que, apesar de sua imensa importância para a economia e os interesses dos consumidores brasileiros, vinha andando a passo de tartaruga no Congresso até o desastre do Airbus da TAM, que pôs a Anac no pelourinho. Trata-se da proposta que o Planalto enviou ao Legislativo em 2004 – e que poderá ser votada em agosto na Câmara – para definir uma lei geral comum às nove agências reguladoras, criadas no País a partir de 1997. A iniciativa do presidente Lula, que nunca morreu de amores por esses órgãos e, quando pôde, aparelhou politicamente as suas diretorias, visa a dar aos Ministérios a que as agências estão vinculadas mais controle sobre elas, que assim perderiam o poder de criar concessões”. (AF/MS)
OPINIÃO: Está no aparelhamento da Anac o grande problema. O PT-governo e seus subalternos aliados ainda não se mancaram que o problema não está no aproveitamento dos “companheiros”, mas na falta de formação, incompetência e relapsia da maioria dos que enxamearam os órgãos mais importantes (e rentáveis) da administração pública. MIRANDA SÁ
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