De 2005 para cá os cargos comissionados do Governo Federal pularam de 19 mil para mais de 22 mil, além de haver substituído 5.325 titulares anteriores, dos quais 2.499 são do PT-partido. Este aparelhamento está custando ao contribuinte R$ 9,3 bilhões, verba superior à destinada ao programa Bolsa-família, os R$ 8,7 bilhões que são motivo de queixa do general Jansen Filho, comandante da 8ª Região Militar, perplexo ao compará-la com os míseros R$ 1,2 bilhão destinados ao Exército.
É interessante relembrar que o PT-partido propôs o fim dos cargos comissionados logo depois da crise do mensalão, mas o PT-governo nomeou mais três mil de lá para cá, incluindo os 636 da semana passada. A verdade é que a proposta do PT-partido, através do então presidente José Geníono, caiu no vazio ou nunca foi para valer.
Outra coisa digna de reflexão é que a justificativa para a criação de novos cargos, desrespeitando o funcionalismo efetivo – na sua maioria concursado – é de que a administração federal precisa deles para o pleno funcionamento. Pela ótica do PT-governo, as contratações são necessárias porque, conforme Francisco Gaetani, do Planejamento, “o governo criou muitos ministérios para contemplar novos segmentos da sociedade e suas demandas”. Esqueceu-se de falar da necessidade de engordar a caixinha do PT-partido…
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