É o êxtase langoroso
É o êxtase langoroso
É a fadiga amorosa
São todos os arrepios do bosque
Entre os abraços das brisas.
E para o lado das inquietas ramagens
Há um coro de pequenas vozes.
Oh fresco e frágil murmúrio
Tudo chilreia e assusta
Assemelha-se ao doce grito
a aspirar da agitação da erva…
Dirias, sob um redemoinho d’água
Um surdo rolar de seixos.
A alma a lamentar-se
Nessa queixa dormente
É a nossa, não é?
É a minha, dize, é a tua,
d’onde se exala a humilde antífona,
Tão baixinho, nesta noite morna?
Paul Verlaine
O Poeta
Poeta francês. Simbolista, seu lirismo musical abriu novos caminhos para a poesia na França. O lirismo musical e evanescente de Verlaine exerceu influência decisiva no desenvolvimento do simbolismo e abriu novos caminhos para a poesia francesa.
Com Mallarmé e Baudelaire, Verlaine compõe o grupo dos chamados poetas decadentes.
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