Deixemo-nos
de palavras vãs.
Levanta-te e dá-me
um pouco de vinho.
Esta noite tua boca é a mais
bela rosa do mundo e basta
para todos os meus desejos.
Dá-me vinho.
Que ele seja corado como as
tuas faces, e o meu remorso
será leve como as tuas tranças.
Omar Khayyam (Tradução: Octávio Tarqüinio de Souza)
O Poeta
Omar Khayyam nasceu em Nishapur, Pérsia, a 18 de Maio de 1048. Poeta, matemático, geómatra e astrónomo, é conhecido como autor das Rubaiyat – pequenas composições em verso de cariz hedonista (eis acima uma das Rubaiyat).
O primeiro aparecimento das Rubaiyat na cultura ocidental deu-se através das versões do poeta inglês Edward Fitzgerald (1859). A vida de Omar Khayyam está envolta em várias lendas, desde a sua relação secreta com a seita dos Assassinos ao distanciamento da ortodoxia muçulmana.
Certo é ter sido discípulo de Avicena e ter sido autor de um novo calendário muçulmano. Terá morrido a 4 de Dezembro de 1131.
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