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PELOS JORNAIS, hoje, 20.jul.07

Medo esvazia aeroportos e lota rodoviária

“Apreensivos com a tragédia sem explicações e cansados da crise sem fim, passageiros migram para a estrada. Quatro mil lotaram a rodoviária do Rio e obrigaram o reforço de 30 ônibus. Para restituir a confiança na aviação, o governo estuda a redução do número de vôos em Congonhas e a privatização da Infraero – duas das principais medidas do pacote que o presidente Lula anuncia hoje. O vice-presidente da TAM, Rui Amaro, admitiu, em entrevista ao Jornal Nacional, falha técnica no avião que explodiu. Funcionava sem um dos reversores, equipamento essencial no pouso, desde o dia 13”. (Jornal do Brasil)

Avião da TAM tinha falha na frenagem

“A TAM sabia desde o último dia 13 que o Airbus-A320 que se acidentou na terça no aeroporto de Congonhas tinha defeito no reversor da turbina direita. O reversor é o equipamento que ajuda a aeronave a frear. A empresa disse que a deficiência na peça não é “obstáculo ao pouso”. Pilotos afirmam que é possível frear sem um reversor, mas pista escorregadia potencializa os efeitos da falha”. (Folha de São Paulo)

Falha no freio vira principal hipótese para queda do avião

“Quase 11 anos após o acidente com um Fokker-100 da TAM em Congonhas, o mau funcionamento do reverso (um freio aerodinâmico) pode estar por trás da nova tragédia aérea ocorrida em São Paulo. Uma das possibilidades examinadas pela Aeronáutica para o acidente de terça-feira com o Airbus da TAM é de que o reverso da turbina esquerda não tenha funcionado junto com o da direita. Isso explicaria o desvio para a esquerda que o avião fez no final da pista. O reverso esquerdo também pode não ter se desativado ao comando do piloto, o que explicaria dificuldade para o Airbus levantar vôo novamente. O problema já havia sido detectado pelo sistema eletrônico de checagem do próprio Airbus,na semana passada, mas o avião foi mantido em uso normal, segundo o Jornal Nacional. Segundo técnicos da TAM, o problema no reverso não seria inicialmente um fator para manter o Airbus em terra. Os manuais técnicos do fabricante recomendam a revisão do equipamento até dez dias após uma falha no equipamento ter sido detectada. Outros componentes do avião também podem ter falhado, justificando a curva à esquerda e a dificuldade de levantar vôo novamente – é o caso do freio hidráulico e do freio aerodinâmico na borda das asas. Mas não há registro de problemas anteriores”. (Estadão)

Governo discute aliviar Congonhas e reduzir burocracia do setor aéreo

“O presidente Lula deve anunciar hoje, na reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil, as primeiras medidas de mudança na gestão do setor aéreo após o acidente com o Airbus da TAM, entre as quais estará a redução no tráfego de aviões no Aeroporto de Congonhas. O presidente pretende esvaziar a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e concentrar as decisões do setor aéreo no Palácio do Planalto. A concessão de rotas, por exemplo, deixará de ser de competência da agência. Lula, que não aparece em público desde terça-feira, esteve em três reuniões ontem e só anunciou que fará hoje pronunciamento à nação em cadeia de rádio e TV. Ele também teria decidido afastar o ministro da Defesa, Waldir Pires. Também está em estudo propostas para a abertura do setor aeroportuário à iniciativa privada”. (O Globo)

Frigoríficos na Bolsa devem ativar aquisições

“O frigorífico Minerva estréia hoje na Bovespa com 24 milhões de ações ordinárias e captação inicial de R$ 444 milhões. É o terceiro do setor a abrir capital desde março. Com isso, as indústrias têm mais R$ 3 bilhões para investimentos. Analistas acreditam que o movimento signifique a concentração no setor. “Só vão existir umas cinco empresas e todos querem estar entre elas”, diz Fabiano Rosa, analista da Scot Consultoria. Para o sócio-respon- sável da PricewaterhouseCoopers, Raul Beer, a internacionalização será outra conseqüência da ida à Bolsa. O Minerva, por exemplo, não tem plantas fora do País.
“Acho que podemos esperar uma estratégia tipo a do Friboi (que comprou o Swift), que fez grandes aquisições”, diz José Vicente Ferraz, diretor da AgraFNP. O Minerva prevê usar 70% dos recursos em compras, construções ou ampliações. Bertin, Independência e Quatro Marcos também devem abrir capital”.
(Gazeta Mercantil)

Avião da TAM voava com defeito grave

“O Airbus que matou pelo menos 188 pessoas em Congonhas estava com problemas na turbina desde sexta-feira, quatro dias antes da maior tragédia aérea nacional. A TAM sabia que o A320 voava sem o reversor direito, equipamento auxiliar na frenagem, mas sustenta que a aeronave estava apta a operar. Na segunda-feira, um dia antes do acidente, o mesmo avião teve dificuldades para pousar no aeroporto. Ao saber ontem da notícia que reforça a hipótese de falha mecânica, ministro Marco Aurélio Garcia comemorou no Planalto
Presidente anuncia hoje pacote para o setor aéreo
– Na medida em que passou a se sentir mais seguro de que o acidente da TAM não foi motivado por problemas na pista do aeroporto de Congonhas, o governo resolveu sair da defensiva e acelerar as medidas para o setor aéreo. Está decidido o afastamento do ministro da Defesa, Waldir Pires, e já se procura um substituto para o cargo.Três nomes são citados no Palácio do Planalto: Aldo Rebelo, deputado do PCdoB de São Paulo, Nelson Jobim, ex-presidente do STF e Ives Gandra Martins, jurista.
O presidente Lula foi convencido de que precisa dar respostas rápidas à sociedade. Por isso, vai fazer um pronunciamento hoje à noite, em cadeia de rádio e televisão, para apresentar as medidas que o governo tomará em relação ao aeroporto de Congonhas. Uma das medidas será a redução no número de pousos e decolagens no aeroporto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já tem pronta uma resolução para limitar a 33 o número de movimentos por hora em Congonhas. Hoje o aeroporto trabalha com um limite de 44 operações nos horários de pico e de 40 no restante do dia. Ainda não está definido se jatos executivos, que podem fazer de duas a seis operações atualmente, também terão um limite menor. O pacote de medidas emergenciais para Congonhas estava em elaboração ontem à noite.
O presidente também pensa em mudar o comando da Infraero, mas a substituição pode ficar para um segundo momento. Procura ainda um gestor para coordenar os diferentes órgãos que atuam no setor aéreo. Esse gestor poderia ser o secretário-executivo do Conselho Nacional de Aviação (Conac), mas a proposta é avaliada com cautela, pois o secretário, no formato atual, fica subordinado ao ministro da Defesa”.(Valor Econômico)

Avião voava com defeito mecânico

“O Airbus que explodiu terça-feira em Congonhas, tinha problemas no reverso, um freio aerodinâmico. A TAM admite, mas nega que isso tenha causado o acidente. Pelo manual do fabricante, defeito não impede seqüência das operações com o avião”. (Jornal do Comércio-PE)

Miranda Sá

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