Numa reviravolta nas investigações, a ameaça do islamismo radical voltou a assombrar a França com a identificação do franco-argelino Mohammed Merah, de 23 anos, como o principal suspeito das sete mortes nas cidades de Toulouse e Montauban. Durante todo o dia de ontem, a polícia manteve um cerco ao apartamento de Merah, apontado como simpatizante do movimento fundamentalista salafista e da al-Qaeda, com viagens ao Afeganistão e ao Paquistão, relatam os correspondentes Deborah Berlinck e Fernando Eichenberg. Segundo as autoridades, ele reagiu a tiros, teria admitido ser culpado pelas mortes e disse não se arrepender. Alegou que queria vingar crianças palestinas mortas e a presença francesa no Afeganistão. “Este homem queria colocar a República de joelhos. Mas a República não cedeu”, disse o presidente Sarkozy. (O Globo)
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