O Congresso americano poderá aprovar algum projeto de socorro aos bancos desde que haja uma medida de apelo popular que tire dele a marca de ser um socorro aos banqueiros. Uma possível medida é o aumento do limite da garantia dos depósitos. Mesmo na incerteza, muita coisa se sabe. É isso que devia servir de guia ao Brasil na preparação para atravessar esse período turbulento.
Ontem, o mercado deu o salto que deu por dois motivos: tinha caído exageradamente na véspera, num momento de pânico; e se deixou embalar pela esperança de que o projeto de socorro aos bancos será aprovado. Os dois movimentos não são racionais. Cair 9% num dia e subir quase 8% no dia seguinte não faz qualquer sentido. O mercado continua alternando pânico e euforia.
O projeto de socorro pode ser aprovado, sim, mas será preciso modificá-lo. A elevação do limite do FDIC, que garante os depósitos dos correntistas em caso de falência de um banco, atenderia o que os políticos chamam de “Main Street”, o cidadão comum.
Só que é bom lembrar que o que derrubou o projeto não foi um ponto ou outro, mas a falta de liderança que organize os republicanos numa direção. Se a esperança que embalou ontem o mercado for frustrada por algum fato novo, o mercado despenca de novo.
Leia aqui na íntegra O que fazer
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