Na primeira entrevista exclusiva desde o socorro de R$ 2,5 bilhões ao Panamericano, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que o acionista majoritário (o empresário Silvio Santos) é, “em última análise, o responsável” pelo rombo. Ele afirmou a Leandro Modé, Fábio Graner e Fernando Nakagawa que as críticas ao BC revelam “mal-entendido sobre o papel da supervisão” e considerou inviável a fiscalização oficial substituir controles internos e auditorias externas. Meirelles alertou que, se o governo assumir essa tarefa, haverá aumento do chamado “risco moral” no sistema. “Gestores, auditores, investidores passam a não fazer seu trabalho, baseados no preceito de que o governo fará por eles.
A Deloitte, maior empresa de auditoria do mundo, mandou ao BC o balanço do terceiro trimestre do PanAmericano, banco de Silvio Santos, como se não tivesse rombo de R$ 2,5 bilhões. A empresa não conferiu como o banco vendera carteiras de crédito, o que, para auditores, é verificação básica. A Deloitte diz que não finalizou a checagem do terceiro trimestre.
O BMG é candidato a compra do Panamericano, informa Sonia Racy. O objetivo é adquirir todo o banco, apesar de a negociação ser complexa: exige aval de Silvio Santos, da Caixa, do BC e do Fundo Garantidor de Crédito. O BMG não confirma a informação sobre a possível aquisição.
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