A Polícia Federal prendeu no Amapá o governador Pedro Paulo Dias, o ex-governador Waldez Góes e outras 16 pessoas, sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de bens, tráfico de influência, fraude em licitações e formação de quadrilha. Dias é candidato à reeleição, e Góes tenta o Senado. Ambos contam com apoio explícito do presidente Lula e da candidata à Presidência Dilma Rousseff, e o ex -governador é aliado do senador José Sarney. A operação da PF detectou que, sob o comando do governador, a máquina do Estado era dominada por uma quadrilha de altos funcionários que fraudavam 9 em cada 10 licitações, superfaturando os contratos e cobrando e distribuindo propinas abertamente.
Os repasses da União ao Estado do Amapá e à Prefeitura de Macapá desde 2009, por meio de convênios, chegam a R$ 819,6 milhões, de acordo com a Controladoria-Geral da União. O valor desviado ainda não foi calculado. Para o ministro Jorge Hage, da CGU ,os indícios lembram “o caso recente do governo do Distrito Federal”.
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