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Ongs assaltam verbas do Ministério da Educação

Um esquema de desvio de verba que envolve organizações não-governamentais credenciadas pelo Ministério da Educação foi descoberto pela reportagem investigativa do Jornal da Tarde. Crédito para os repórteres Álvaro Magalhães e Josmar Jozino que fizeram uma compensadora garimpagem na liberação de R$ 20 milhões para entidades que se propõem erradicar o analfabetismo para delapidar o Erário. Análise das contas do ministério foi acompanhada pelo exame de 130 das 241 turmas montadas pelo Centro de Educação, Cultura e Integração Social de São Paulo – uma dessas ONGs, com sede em Guaianases, Zona Leste de São Paulo; 65 delas são fantasmas. Há educadores contratados para alfabetizar em três lugares ao mesmo tempo e duplicidade de turmas.

Para ser cadastrada, a Ong precisa ter o seu projeto aprovado pelo MEC. Esse Centro de Educação, Cultura de Integração Social de São Paulo recebeu sinal verde em 2006. Outras associações congêneres na capital paulista foram também reconhecidas e destas, 11 já receberam verbas para cumprir a meta ministerial de acabar com o analfabetismo e já contrataram cerca de 68 mil alfabetizadores, que reclamam não ter recebidos os salários combinados com os dirigentes (donos?) das Ongs.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação já liberou R$ 632.887,20 para o Centro d Educação, Cultura e Integração Social de São Paulo,
Que tem como dirigente (dono?) Adaílton Marques Jordão, filiado ao PT, que no dia 3 de abril, teve a verba depositada na conta 000041493X, agência 1267, do Banco do Brasil. Só pelo grupo de 65 turmas fantasmas, a entidade recebeu pelo menos R$ 98.800,00 e deixou de alfabetizar um mínimo de 650 alunos. Dele, os educadores Marilza Aparecida Santos e Gilmar Dias Souza reclamaram que desde fevereiro alfabetizam quatro turmas em um sala de aula improvisada na garagem e não receberam o salário. Ao tomar conhecimento que a reclamação caiu na mídia, o Petista Ongueiro repassou parte do que deve a Marilza, Souza não recebeu nada, e outros 20 alfabetizadores na mesma situação.

Em tempo: nos endereços listados pelo MEC , há terrenos baldios e residências, em vez de salas de aula. A Abin, que quer investigar a cidadania deveria ser acionada para fichar os assaltantes do Erário.

Miranda Sá

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