A violenta morte de Muamar Kadafi, após ser capturado num duto pluvial por rebeldes e ferido, durante a fuga de Sirta, encerrou uma era de 42 anos na Líbia, comandada com mão de ferro pelo déspota mais longevo do mundo. Imagens do ditador vivo e sangrando, sendo levado por rebeldes, correram o mundo e alimentam especulações sobre sua execução, negada pelo Conselho Nacional de Transição. O filho Mutassim também foi morto e Saif al-Islam, seu herdeiro político, teria sido capturado. Aos 69 anos, Kadafi, que se intitulava “o rei dos reis da África”, morreu sem julgamento na mais sangrenta das revoltas da Primavera Árabe. Ele teria implorado aos rebeldes, a quem chamava de ratos, para que não atirassem. “Esperamos muito por este momento. É a hora do começo de uma nova Líbia”, anunciou o premier do CNT, Mahmoud Jibril. O presidente dos EUA, Barack Obama, festejou o fim de Kadafi, que, segundo ele, serve de alerta para os regimes autoritários. Já a presidente Dilma disse que a morte de qualquer líder não deve ser comemorada. (O Globo)
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