Com certeza é a afinidade da governadora petista do Pará, dona Ana Julia Carepa, com certos traços (ou vícios) do espírito popular, em favor do compadrio e da preguiça, que a tem levado a balizar sua administração por dois princípios: o do “Mateus primeiro os meus” e o do “ninguém é de ferro”. Quanto ao primeiro, já enfrentou polêmicas nomeações em seu governo. Em maio teve que exonerar, por pressões políticas, o irmão Luiz Roberto de Vasconcelos Carepa, diretor de Saúde Pública, porque já tinha indicado outro irmão, José Otávio Carepa, para a subsecretaria de Esportes.
D. Ana Júlia também já tivera que demitir outras nomeadas para “assessoras especiais”, a saber, sua cabeleireira Manuella Figueiredo Barbosa e sua esteticista Franciheli da Costa. Mas aí, talvez, a governadora paraense apenas tenha exagerado um pouco em certa prática bastante arraigada nos costumes político-administrativos que o PT prometia mudar quando estava na oposição. Pois, além dos parentes próximos, como negar que os servidores, que desfrutam de tanta proximidade com o governante – como o encarregado de cuidar de seus cabelos e o responsável por seus cuidados cosméticos -, desfrutem daquela confiança pessoal de que qualquer administrador necessita? (Pelos jornais)
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