Abrindo aspas para Fernando Gabeira
“Alguns jornais perguntaram o que achava sobre Cuba, pós-renúncia de Fidel Castro. Existem muitos pontos ainda obscuros. Os que vivem lá e fazem oposição acham que pouca coisa mudará a curto prazo. Os que conhecem bem o regime e são seus aliados, como é o caso de Frei Beto, também acreditam que o socialismo vai continuar, uma vez que, segundo ele, é isto que o povo quer. Apesar da situação ser nebulosa, e talvez por causa disso, meus prognósticos são de mudança.
Aliás, a mudança é sempre a constante, e apostar nela, de um modo geral, traz melhores resultados. Que tipo de mudança é possível em Cuba, agora? Creio que é pela abertura econômica que Raul Castro dará os primeiros passos. A chegada de um ex-ministro alemão para conversar sobre transição parece-me bastante significativa. A mudança econômica virá, também, porque a ajuda da Venezuela é instável. Cuba deverá se voltar para países como o Brasil e, nesse caso, serão grupos econômicos com interesses capitalistas que devem convergir para a ilha.
Haverá mudança política? Esta questão é mais delicada. Para a burocracia partidária o melhor dos mundos é uma abertura tipo chinesa, centrada na economia mas sem perda de controle do processo político, sem levantar a censura à imprensa, por exemplo. Uma variável importante no futuro de Cuba são as eleições norte-americanas. O fim do embargo econômico pode determinar um novo rumo aos acontecimentos, sem perda de autonomia dos cubanos sobre seu destino. Aliás, o embargo econômico, no meu entender, contribui para o fechamento; a abertura pode conduzir a novos tempos.
Creio que tanto Hillary Clinton como Barack Obama devem considerar esta variável.
Da minha parte, e quem consultar o site verá, continuarei apoiando os intelectuais e opositores cubanos que lutam pela democracia. Sobretudo, os intelectuais como Raul Rivera e tantos outros que foram forçados ao exílio, e, também, os que ainda se encontram na prisão. A democracia é possível, mas reconheço que deverá haver um processo muito especial para que a Cuba democrática não perca sua autonomia.
O grande trunfo do país é ter uma população educada, e creio que este nível de educação, ao lado do potencial turístico, vai ser a grande alavanca para se pensar o futuro do país. Tudo fica mais fácil quando se tem um povo com alto nível de educação, quando se tem esse formidável capital humano.”
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