Para entender a confusão: a Odebrecht disse que tinha assinado contrato com Furnas de exclusividade. E mais: disse que tinha contrato com todas as estatais de energia elétrica para que nenhuma delas pudesse entrar em outro consórcio. As outras empreiteiras chiaram porque achavam que quem casar com Furnas ganha o leilão. O governo pensou em limitar em 20% a participação das estatais de energia para assim ninguém ter vantagem especial.Mas acabou permitindo que Furnas vá ao leilão com a Odebrecht, mas se negando a aceitar a exigência feita pela Odebrecht de que, se ela perder, as estatais não possam ser sócias do vencedor.
Com a possibilidade de Furnas entrar na disputa (desde que tenha até 49% do projeto), também poderão participar do leilão, em outros consórcios, as demais estatais do sistema Eletrobras: Chesf, Eletrosul e Eletronorte. Só para lembrar, o orçamento inicial das duas hidrelétricas é de US$ 20 bilhões; é a mais cara obra prevista no PAC.
Fonte: Blog da Miriam Leitão
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