Abrindo aspas para o deputado Fernando Gabeira:
Dizem que, sob certos aspectos, o ano novo no Brasil só começa depois do carnaval. Mas já é hora de falar dos planos, uma vez que 2008 promete dar muito trabalho.É impossível planejar sem levar em conta as eleições municipais que vão ocupar o centro do debate político. Já estamos reestruturando o Cidade Sustentável para fazer frente à demanda que o tema da administração urbana vai revelar. Quando inauguramos o site, nas eleições de 2004, nossa intenção era fazer com que, através da rede, as cidades fossem vasos comunicantes.
Mantivemos o esforço de levantar todas as iniciativas vitoriosas no campo da sustentabilidade urbana para divulgá-las no Brasil.Precisamos fazer mais. Nossa intenção é a de cobrir as eleições municipais, destacar pontos programáticos e abrir, o site, para artigos de candidatos que tenham algo a nos dizer, independente de seus partidos.Esperamos oferecer um quadro da sustenbilidade nas propostas de campanha, sugerindo e contribuindo com todos que queiram avançar a administração urbana no Brasil. Mas o ano também será de trabalho no meio ambiente, com o lançamento pelo governo de uma política em relação ao aquecimento.
Estamos interessados em desenvolver vários temas e já apresentei um projeto para que tenhamos uma base mínima: um inventário atualizado das emissões brasileiras, certamente ampliadas com a colocação em funcionamento de mais de 20 centrais térmicas. Portanto, o tema da energia e também de seu uso racional estará na ordem do dia. A não ser que chova muito e o debate seja novamente adiado. O Ministro Mangabeira Unger tentou iniciar um debate sobre a política do desenvolvimento da Amazônia. Parece que quis balançar um pouco o quadro, trazendo algumas propostas faraônicas, como o aqueduto da Amazônia ao Nordeste. A transposição do São Francisco já é uma tentativa de atacar o problema.
Durante muitos anos, trabalhou-se com a hipótese de fortalecer o processo de abastecimento do nordeste, usando as águas do Rio do Sono, um afluente do Tocantins. De repente, ao invés de aproveitar esse debate, Mangabeira Unger sai com uma nova e cinematográfica idéia. Ele ignorou nas suas afirmações, ao dizer que a Amazônia não pode ser um parque, o fato de que a floresta em pé significa a prestação de inúmeros serviços ecológicos ao planeta, serviços que podem ser valorados e transformados em recurso para o desenvolvimento sustentável. O Brasil é soberano na sua política sobre a Amazônia. Mas deveria reconhecer algumas coisas: outros paises detêm partes da floresta e era necessário uni-los, pelo menos em torno do podemos dar: informações.
O Sivam, que nos custou um bilhão e meio de dólares poderia ser a peça fundamental nessa união. O outro aspecto importante é reconhecer que, sem perder nenhum nível de soberania, a ajuda internacional é bem vinda, sobretudo porque é a maneira como se recompensam os serviços ambientais. Também na política externa a América Latina, sobretudo Bolívia, Paraguai (que terá eleições), Venezuela e Equador vivem momentos especiais. Além disso há a crise entre Venezuela e Colômbia, precipitada pelo reconhecimento das Farc por Chávez e suas constantes acusações ao presidente Colombiano. O que é possível fazer em termos de Congresso? A maneira como podemos interferir é promovendo audiências públicas e discutindo com o governo. Não temos excessivas ilusões. Mas alguma coisa é sempre possível mudar para que a política externa brasileira tenha uma cara de política nacional e não a cara de apenas uma corrente política.
O Brasil deve fazer pressão para que sejam libertados os reféns da Farc e prosseguir condenando seqüestros. Aquele primeiro passo de ir participar de um show fracassado de Chávez foi muito desequilibrado, para dizer o mínimo.
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