Observadores da Organização das Nações Unidas foram alvo de tiros ao tentar investigar a denúncia de um massacre de 78 pessoas nos arredores de Hama, na Síria. Eles não conseguiram chegar ontem ao local, bloqueado por militares e milícias leais ao regime de Bashar Assad, informa o correspondenteem Nova York GustavoChacra. Segundo relatos da oposição a Assad, metade das vítimas do massacre são mulheres e crianças. Nenhum dos integrantes da missão ficou ferido, mas o ataque a tiros foi considerado uma violação ao plano de paz patrocinado pelo mediador do conflito, Kofi Annan. “Assad perdeu a legitimidade em razão de 15 meses de repressão”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Kimoon. Annan admitiu que seu plano “está fracassando”. O regime negou responsabilidade pelas mortes. Em nota, a Casa Branca condenou a “ação atroz contra civis” em Hama. (Estadão)
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