Bush está sendo obrigado a ceder
As negociações para a aprovação do pacote nos EUA estão intensas e o socorro ao sistema financeiro pode ser ainda maior e chegar a US$ 1 trilhão.
Até agora, em dois pontos o governo Bush já concordou em ceder: no plano de ajuda a quem não consegue pagar as hipotecas e na criação de uma agência que supervisione e fiscalize o uso dos recursos do pacote.
A questão das hipotecas é um problema social e Bush não tinha mesmo como não ceder. Só no segundo trimestre, 740 mil americanos foram despejados por não conseguirem pagar a prestação da casa própria. Em agosto, os despejos subiram 11% em relação a julho.
A fiscalização dos recursos também é obviamente necessária. É dinheiro do contribuinte que será usado.
O que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, não aceita é limitar os salários dos executivos financeiros dos bancos que receberem ajuda. Mas a pressão por mudanças está cada vez maior.
Hoje haverá um duro debate no comitê de bancos do Senado americano, onde vão depor o secretário Paulson, que está pedindo superpoderes ao Congresso; e o presidente do Fed, o Banco Central americano, Ben Bernanke.
No mercado financeiro, a tensão aumentou porque os bancos começam a dizer que mesmo esses US$ 700 bilhões podem não ser suficientes. Isso porque ninguém sabe de fato o tamanho do rombo no sistema financeiro.
A semana será intensa.
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