Sentido oposto
O economista Alexandre Marinis diz que a desaceleração no aumento das despesas públicas no primeiro semestre é puramente ocasional, e que a tendência é de aumento do gasto. “O governo não tomou uma única medida para reduzir o ímpeto do crescimento do gasto público; pelo contrário, só com a folha salarial, há aumentos de custo já contratados até 2012 da ordem de R$ 40 bilhões.”
A Carta do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da Fundação Getúlio Vargas, como informou o repórter Fernando Dantas, no “Estado de S. Paulo”, traz a avaliação de que, no primeiro semestre deste ano, o governo cumpriu uma política fiscal de contenção de gastos, e conseguiu reduzir o crescimento das despesas para um ritmo menor que o crescimento do PIB. Tal redução foi maior nos gastos com o funcionalismo e com a previdência; já os investimentos cresceram. Seria isso uma mudança de tendência? O governo estaria contendo gastos de custeio e aumentando investimentos, como é o desejável?
Alexandre Marinis, que acompanha em detalhes os gastos públicos, acha que o governo vem fazendo justamente o oposto.
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