O mercado financeiro global viveu uma quinta-feira semelhante aos piores momentos da crise que eclodiu em setembro de 2008, com a quebra do Lehman Brothers. Bolsas de valores caíram no mundo todo, commodities se desvalorizaram e o dólar teve forte alta. Alguns analistas chegaram a falar em pânico. Os motivos foram o temor de que os EUA voltem a entrar em recessão e o risco de que grandes países europeus, como Itália e Espanha, tenham problemas para honrar dívidas. O presidente da Comissão Europeia, Jose Manuel Durão Barroso, afirmou que a turbulência já deixou a periferia e agora atinge o centro da União Europeia. O Ibovespa recuou 5,72%, maior queda porcentual desde novembro de 2008, e o dólar subiu l,28%, para R$ 1,582. A Bolsa de Nova York perdeu 4,31% e registrou a maior queda em pontos desde dezembro de 2008. A Bolsa de Londres recuou 3,43%, e a de Frankfurt, 3,40%. (Estadão)
Pesada intervenção
Os contra-ataques dos grandes bancos centrais à forte valorização de suas moedas passaram a impressão de que a tal guerra cambial seja agora bem mais descarada. Foi o que detonou o pânico nos mercados. (Celso Ming)
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