Dirceu alega que não mandava no PT; Genoino, que não cuidava do dinheiro do partido; Delúbio, que administrava as finanças, mas não negociava apoio parlamentar; Valério, que fez empréstimos legais. No fim, só admitem caixa 2
Os advogados de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil; José Genoino, ex-presidente do PT; Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT; e Marcos Valério, lobista que operou o mensalão, lançaram mão de estratégias parecidas: todos alegaram que não há provas nos autos do que o Ministério Público Federal sustenta ter sido uma organização criminosa, todos negam ter havido compra de votos de deputados e todos empurram as responsabilidades uns para os outros, de forma que possam se eximir de culpa. O advogado de Dirceu rebateu as acusações: “Meu cliente não é quadrilheiro.” O de Delúbio admite que ele fez caixa dois na campanha do PT, crime já prescrito que não pode levar ninguém à condenação. O de Valério só reconhece que havia caixa dois. (O Globo)
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