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Maranhão: Microcosmo do PT-Brasil

MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br )

Não se sabe quem contribuiu (exceto o pomposo Nelson Jobim, com R$10 mil) para o quadrilheiro do Mensalão, José Genoino, pagar a multa imposta pela condenação no STF. Autores das doações estão encobertos por um segredo que só ele e sua ‘famiglia’ sabem.

Poucos reais ou polpudas contribuições serviram para pagar um escandaloso assalto aos cofres públicos, e chocam todos que se preocupam com a situação dos trabalhadores aposentados, com o benefício achatado e ameaçados de ficarem pior.

A indignação que isto provoca nos leva a perguntar se a Receita Federal fiscalizará os valores destinados a esta provocação feita à Justiça e se teem alguma coisa a ver com o confisco das cadernetas de poupança e o patrimônio da Petrobras que escorre pelo ralo da corrupção.

Tal situação nos leva ao Maranhão dos Sarney, um microcosmo do Brasil do PT, onde a “Ordem e Progresso foram transformados em anarquia e retrocesso”, conforme escreve o missivista do Estadão, Roberto Twiaschor.

A verdade é que a desordem e o retrocesso que se viu emergir dos ocorridos no Maranhão retratam o modelo implantado no País, onde a cumplicidade – no mínimo, a negligência – do governo federal, se alastra como uma epidemia de roubo e violência pelos estados e municípios. A complacência e a criminalidade dos detentores do poder se refletem em suas bases.

Vê-se a insensibilidade sócio-política dominar todo corpo social. Relega-se a um segundo plano o estudo das causas criminológicas e a busca dos meios para combatê-las; seria como querem alguns, produto da miséria, dos contrastes flagrantes de uma sociedade desigual?

Ou será o enfraquecimento do Estado em virtude de um governo comprometido apenas com a manutenção do poder? Li outro dia (permitam não citar a fonte e o autor, que caíram no meu esquecimento) que “a incúria do Estado e da própria sociedade mais se acentua em face da Lei de Execução Penal (Lei n.º 7.210/ 84)”. E nisso encontra-se a contradição entre a legalidade democrática e o País de Fantasia que a Presidente da República tenta impingir nos seus pronunciamentos.

A contradita entre a realidade e a ficção provoca aberrações, como a defesa dos direitos humanos dirigida apenas ao marketing eleitoral do PT e seus satélites. Com toda cultura da repressão violenta imposta aos aparelhos policiais do Estado, não me parece justo responsabilizar as polícias pela reação extrajurídica de grupos organizados sob a orientação dos partidos governantes.

A discriminação aos agentes da lei leva ao totalitarismo e ao surgimento de mecanismos policiais comuns às ditaduras. Parece-me que é isto que o lulo-petismo quer, andando para trás como caranguejo, em vez de rever as promessas que o levaram a conquistar o poder.

Com todos os defeitos que o colonialismo europeu lhe tenha ideologizado, o reacionário Winston Churchill nos legou um preceito que precisa ser analisado: “A democracia é a pior de todas as formas imagináveis de governo, com exceção de todas as demais que já existiram”

Baseado nesse ensinamento de Churchill, um editorial do vetusto Estado de São Paulo transcreve que “a democracia é, sem dúvida, o regime que melhor funciona”. E é dentro do Estado Democrático de Direito que devemos combater a realidade traumática que o Brasil observa aparentemente impotente para reagir.

A gravidade da situação nos alerta contra a propaganda governamental maciça e massiva de que está tudo bem, no delírio egocentrado de um partido narco-populista, que defende a oligarquia maranhense em troca de votos.

Os princípios de ordem e progresso escritos na bandeira republicana não permitem a existência de capitanias hereditárias coloniais substituindo os estados definidos na Constituição, a Carta que, aliás, o PT não assinou, e tudo faz para substituí-la por modelos despóticos de tiranias africanas, asiáticas ou caribenhas…

Não se pode consentir que o microcosmo maranhense do PT-governo generalize-se nas consciências, corações e mentes do povo brasileiro. Chega. Impeachment de Roseana Sarney já!

Miranda Sá

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