“O gesto obsceno do assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, focalizado diretamente pela Rede Globo, comemorando absurdamente a primeira fase das investigações que concluiu pela responsabilidade da TAM no terrível desastre da semana passada, é mais do que motivo suficiente para que o presidente Luís Inácio da Silva o demita do cargo que ocupa.
O governo não pode acolher um comportamento desse tipo. Um gesto obsceno não deve ter lugar no Palácio do Planalto. Não teria com Getúlio Vargas, com Juscelino Kubitschek, com Jânio Quadros. Em matéria de exercício do poder, não teria com Carlos Lacerda. Aceitá-lo como algo natural é diluir o princípio da autoridade, romper com o respeito que todos os governantes e administradores devem para com a opinião pública.
Marco Aurélio Garcia comemorava o fato de, inicialmente, não se configurar a responsabilidade do Poder Executivo projetada na não conclusão das obras de segurança da pista de Congonhas. Mas, e a tragédia? Mais de duzentos seres humanos morreram horrivelmente em São Paulo. Não existe o menor motivo para alegria. Quer dizer que, para o assessor especial, que inclusive atua com desenvoltura no campo da política externa, se o governo não for o culpado, azar das vítimas.
Pedro do Couto, jornalista
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Nesta última semana da campanha eleitoral, escorrego sobre um tapete reza no tobogã da consciência, admirando…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Civilização significa tudo aquilo que os seres humanos desenvolveram ao longo dos anos para se sobrepor…
MIRANDA SÁ ( Email: mirandasa@uol.com.br) Apesar de não usar aparelhos eletrônicos em viagens aéreas, ficava sempre curioso quando o comissário…
MIRANDA SÁ (E-mail mirandasa@uol.com.br) Quando acompanho as bombásticas divulgações de pesquisas eleitorais os números que me vêm à cabeça não…
MIRANDA SÁ (E-mail: mirandasa@uol.com.br) Visitando a UTI da Gramática, como de vez em quando faço, encontrei lá prostrada a palavra…