Bairros pobres da periferia da capital da Líbia, Trípoli, desafiaram ontem o poder do ditador Muamar Kadafi. Forças de segurança abandonaram a região após cinco dias de manifestações, disseram testemunhas. Mas, em meio à pressão interna e da comunidade internacional, Kadafi ampliou o terror contra os opositores do regime. Soldados leais ao ditador em Trípoli dispararam contra a população de dentro de ambulâncias, segundo moradores. Atiradores se posicionaram em pontos estratégicos e abriram fogo contra manifestantes que tomavam as ruas. Armamento antiaéreo também teria sido usado para dispersar protestos. O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, que era forte aliado de Kadafi, disse que ele “já não controla mais a Líbia”. Um navio com 148 brasileiros – funcionários da construtora Queiroz Galvão e familiares – partiu de Benghazi ontem em direção a Atenas.
Kadafi arma civis para batalha na capital do país
O ditador Muamar Kadafi passou a armar civis para montar barricadas em Trípoli, último grande reduto governista da Líbia.
Ditador no tribunal
EUA, França, Grâ-Bretanha e Alemanha prepararam resolução para levar Muamar Kadafi ao Tribunal Penal Internacional. A Turquia criticou a adoção de sanções à Líbia. O colapso do regime de Kadafi permite enfim conhecer a verdade por trás da fachada de líder refinado.
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