As três principais associações de juízes do país pediram investigação sobre a conduta da corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon, responsável por inspeções que causaram uma crise na cúpula do Judiciário.
As entidades pediram que a Procuradoria-Geral da República e o próprio Conselho Nacional de Justiça apurem se a corregedora cometeu crime ao determinar varredura na movimentação financeira de juízes e funcionários de tribunais e se vazou dados. Ela afirma que não quebrou sigilos bancário ou fiscal de ninguém.
A ministra se disse vítima de “verdadeiro linchamento moral” e acusou as associações de agirem por corporativismo e de forma “maledicente e irresponsável” ao tentar esvaziar os poderes do CNJ, especialmente após inspeções da corregedoria atingirem o Tribunal de Justiça de São Paulo.
No TJ paulista, 45% dos magistrados não enviaram à corte cópia do Imposto de Renda, como diz a lei. Segundo o presidente do tribunal, José Roberto Bedran, não é incomum que juízes se esqueçam de cumprir essa formalidade. (Folha de São Paulo)
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