Sob pressão do Supremo Tribunal Federal, que não gostou de o governo ter deixado de fora do Orçamento de 2012 reajustes para a Justiça, a presidente Dilma Rousseff Mas, sem esconder a contrariedade, deixou para o Legislativo e o próprio Judiciário o desgaste de aprovar os gastos de R$ 7,7 bilhões a mais para a classe, tirando de áreas sociais. “A inclusão de propostas grandes de reestruturação para o funcionalismo federal prejudicaria a efetiva implementação de políticas públicas essenciais, como as da Saúde, Educação e redução da miséria. Todavia, em respeito ao princípio republicano da separação dos Poderes (…) submeto à elevada apreciação deste Congresso Nacional as proposições anexas”, diz Dilma na mensagem. Pelos pedidos do STF, o salário de ministros da Corte subiria para até R$ 32 mil. Associações de juízes e promotores atacaram o governo, enquanto o presidente do STF, Cezar Peluso, ontem preferiu dizer apenas, em nota: “Página virada”. (O Globo)
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