A China fez ontem mudanças nas regras de câmbio para valorizar o iuan. A medida tem o objetivo de frear o setor exportador e conseqüentemente a economia, que está crescendo a uma taxa de 10% ao ano. Com a moeda mais valorizada, o setor perde competitividade e exporta menos.
Alguns economistas apostam que o objetivo é trazer o crescimento para algo próximo a 8%, que seria uma taxa mais sustentável. A China também enfrentado problemas com a inflação, que no acumulado dos últimos 12 meses fechados em junho chegou a 7,7%.
Para o Brasil, o impacto dessa mudança na moeda pode ser ruim, dependendo dos setores de exportação chinesa que forem afetados. Os chineses comprar muitas commoditites do Brasil, que, depois de industrializadas e processadas, acabam indo parar em outros países.
Outro efeito da medida é uma desvalorização dos títulos do Tesouro Americano, que tem a China como principal comprador. Com menos caixa de exportação, a demanda chinesa por títulos ficará menor.
De qualquer forma, essa disposição do governo chinês é vista como positiva pelo mercado, que deseja câmbio flutuante na economia. Com o câmbio fixo e superdesvalorizado, as relações comerciais com o gigante chinês se tornam mais engessadas.
Fonte: Miriam Leitão
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