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História – há 73 anos…

12/06/1935 – O fim da Guerra do Chaco

“Estão finalmente suspensas as hostilidades! De acordo com a cláusula final do Pacto da Paz, assinado em Buenos Aires, os exércitos paraguaio e boliviano que, aliás, já haviam estabelecido o regime de trégua preliminar da confraternização, a partir de hoje estarão irmanados, sob o pálio esplendente da concórdia…Há cerca de três anos empenhavam-se, incessantemente, numa luta inglória, terrível, bárbara e criminosamente fratricida os povos da Bolívia e Paraguai… Porque as paixões e os ódios, em má hora ateados em corações desavisados, transformavam homens laboriosos em irreconciliáveis inimigos, disputadores de uma pequena faixa de terra… A intercessão da nossa diplomacia, aliada às da Argentina, do Chile, do Uruguai e dos Estados Unidos, foi, finalmente, coroada de êxito”. Jornal do Brasil

A paz tardou, mas chegou à América Latina. Após três anos imersos num sangrento conflito que parecia insuperável, Bolívia e Paraguai assinaram um armistício dando fim à Guerra do Chaco (1932-1935). A notícia foi recebida com entusiasmo pelos diversos povos que torciam pela pacificação do continente.

O triunfo da negociação foi resultado do persistente empenho dos países mediadores, liderados pela Argentina, que não esmoreceram diante das sucessivas tentativas fracassadas. Entre as decisões do Pacto da Paz, propunha-se: ratificar solentemente o acordo firmado; resolver eventuais entraves inerentes ao processo de cessação das hostilidades em ambas as bases militares; promover a troca e o repatriamento dos prisioneiros da guerra; incentivar ações de incentivo ao desenvolvimento econômico dos dois países.

Estabelecia também medidas de segurança, tais como a redução do efetivo militar e a coibição imediata da aquisição de armamentos.

A concorrida e estratégica região latina

A concorrida e estratégica região latinaA Guerra do Chaco manteve Paraguai e Bolívia num exaustivo confronto pelo domínio do Chaco Boreal, às margens dos contrafortes andinos. Os antecedentes do conflito residem nos interesses econômicos despertados pela região. Originalmente disputada pela localização estratégica do rio Paraguai, principal acesso ao Atlântico, tornou-se mais cobiçada pela descoberta de petróleo nos arredores dos Andes. O interesse mútuo pela exploração foi o estopim do combate, cujo saldo final, além da perda do território boliviano para o Paraguai, registrou 60 mil baixas bolivianas e 30 mil paraguaias.

Fonte: Portal Terra/Fatos Históricos

Marjorie Salu

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Marjorie Salu
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