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HISTÓRIA – há 22 anos…

26/04/1986 – O TERRÍVEL ACIDENTE NUCLEAR

Um acidente na usina nuclear soviética de Chernobyl, localizada perto de Kiev, propagou radioatividade por mais de 1 mil 500 quilômetros de distância, atingindo até os países escandinavos. Índices anormais de radioatividade começaram a ser observados na Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia antes do anúncio oficial do governo de Mikhail Gorbatchov. O sinal de alarme foi dado quando um empregado da central nuclear sueca de Forsmark passou pela manhã no controle de entrada e foi constatada radioatividade em sua roupa.

Chegou-se a decretar estado de alarme ante a suspeita de que houvera algum vazamento na própria central. A esta altura já estava estabelecido, pelos teores de iodo e cobalto na radiação, que só poderia se tratar de um acidente em central nuclear. As autoridades soviéticas foram obrigadas a pedir ajuda técnica a países ocidentais como Alemanha e Suécia. Formou-se uma nuvem radioativa invisível, liberada com a destruição do núcleo do reator, que afetou sobretudo a Polônia, a Escandinávia e o Reino Unido.

As causas do acidente foram falhas humanas, e de projeto do reator, o qual explodiu quando eram realizados testes de eficiência. A ausência de um vaso de contenção de aço ou concreto ao redor do coração do reator foi apontada por técnicos e cientistas ocidentais como a principal responsável pelos danos causados às populações e ao meio ambiente. No reator soviético, a reação em cadeia era moderada por grafite, a qual se incendiou ao entrar em contato, em altas emperaturas, com o oxigênio do ar.

Segundo informações vinda de Kiev, 80 pessoas morreram imediatamente e 2 mil faleceram a caminho do hospital Oktober, que estava superlotado. Os mortos foram jogados num depósito de dejetos radioativos.

O número de mortos jamais será definido

Os efeitos da radiação sobre o organismo dependem fundamentalmente da dosagem e do tempo de exposição. Para uma pessoa exposta a uma dose maciça de radioatividade a conseqüência mais provável é a morte imediata. Uma exposição prolongada a uma pequena dose de radiação pode acarretar a morte por câncer anos depois.

O total de mortes resultantes do acidente de Chernobyl será sempre uma incógnita. Os sobreviventes do acidente enfrentam graves doenças, entre as quais a mais frequente é o cânçer de tireoide, causada pela grande quantidade de iodo 131 liberado na explosão, e que ao ser ingerido ou inalado fica concentrado na glândula tireóide.

Fonte: CPDoc/JB

Marjorie Salu

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Marjorie Salu
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